Mexendo em minha miniestante, encontro um poema que estudei e analisei em minha adolescência, de um dos meus escritores favoritos: Fernando Pessoa.
Nascido em Lisboa em 1888, ainda faz o coração de muitos jovens suspirar (inclusive eu mesmo sendo velha rs), com toda a sua obra poética e sendo um grande tesouro de nossa literatura.
O poema rabiscado, rasurado e amassado: Poema em linha reta, onde ele reclama há 90 anos de sua genialidade que as pessoas só contam vitórias!
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo.
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."
Antes de de minha humilde pessoa nascer, Fernando Pessoa dizia que as pessoas não aceitam a si mesmas, que preferem mostrar o quanto a sua vida é perfeita, que não existem defeitos em sua vida. Será que dá certo?
Olha eu não sei para elas, mas para mim se resume em fadigas e bocejos! Para que dizer que sou perfeita? para que ostentar riquezas que não possuo? para que mostrar beleza que quase morro para obtê-la ou mante-la? Pra que manter uma pessoa ao meu lado que só é linda em fotos de redes sociais?!
Fico imaginando o que seria de Hamlet no Facebook, um desconhecido qualquer que se eternizou em um monte de folhas que hoje não é importante? Será que Nero seria comparado com Bolsonaro?
Porque a busca da felicidade vêm com a luxúria de adereço?
Porque precisamos de tudo isso, sendo que não traz felicidade?
Faço das palavras de meu eterno e platônico amor Leandro Karnal : "Toda está característica contemporânea da resistência do negativo e ao ódio", e analisando pela opinião deste homem brilhante e repetindo com as mesmas palavras: "Será que as pessoas não tem direito de ficarem tristes?"
Enfim... divagações inspiradas em Fernando Pessoa!

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