segunda-feira, 7 de maio de 2018

Onde Anda Você - Vinicius de Moraes

"E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você"

Você procura em esquinas, bares, faculdades, rostos semelhantes mantem um dejavu em sua cabeça: Onde está você?
Porque a mente trabalha mil vezes ferozmente quando a pessoa está longe para encontrá-la?
E a saudade sensibiliza até Vinicius de Moraes porque não me mataria?
A distância nos confunde, surta, machuca e nega prazeres a namorados.
Prantos explodem na solidão de um quarto escuro pela saudades.
Uma mãe que se foi, sem antes ver a filha formar uma frase!
Avós queridos que podiam ter permanecido mais tempo.
Mas está longa distância é inevitável, é a manutenção do mundo! A morte é incerta e não há crença que acabe de imediato com a dor que ela causa!
A distância de dois corações mesmo a centímetros, dói demais quando seu corpo o deseja o dele dentro de você, nada parece tão distante depois de uma briga por telefone, nada parece tão isolado quando seu amor está em prantos!
Nesta distância você culpa desejos, atrações, sentimentos e até amaldiçoa o tempo. Mas nesta distância toda, você conquista, cria expectativas, ama detalhes e amaldiçoa a internet ou a operadora quando tudo falha na hora que você necessita só ouvir a pessoa.
Vinicius de Moraes deveria ensinar as pessoas que o pior não é amar a distancia e sim não amar com receios!

Enfim devaneios com a saudade!

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